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Depois de Beyoncé e Gerard Butler, equipe de ‘Velozes e Furiosos’ chega ao Rio


O DIA

Rio – Chegou ao Rio, ontem à tarde, parte da equipe de ‘Velozes e Furiosos 5’, longa estrelado por Vin Diesel que começa a ser rodado na cidade no mês que vem. Quem deu todas as dicas de locações e contratação de equipe local foi Sylvester Stallone, que em 2008 rodou o filme ‘Os Mercenários’ por aqui. As filmagens vão durar um mês no Rio, em Búzios e Angra.

E atenção paparazzi: Diesel, o fortão do momento de Hollywood, desembarca na cidade no fim do mês e vai ficar hospedado no Fasano, claro.

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Público ignora chuva e festeja apresentação do Coldplay no Rio


G1

Uma semana depois do desfile das escolas de samba campeãs do carnaval carioca, foi a vez dos ingleses do Coldplay promoverem um outro tipo de folia na Praça da Apoteose, no Centro do Rio. No lugar dos tradicionais sambas-enredo, carros alegóricos, repiques e tamborins, a noite do domingo (28) foi de muito papel picado, fogos de artifício e efeitos especiais ao som dos sucessos do grupo liderado por Chris Martin.

Foto: Lucíola Villela/G1

O cantor Chris Martin (à dir.) e o guitatrista Jonny Buckland, durante apresentação do Coldplay na Praça da Apoteose, no Rio de Janeiro (Foto: Lucíola Villela/G1)

Nem a chuva fina que caiu durante as quase duas horas de show diminuiu a empolgação da plateia, que tomou pista e arquibancadas. A garoa, aliás, esquentou o comércio informal de capas de chuva do lado de fora da Praça da Apoteose e garantiu a noite dos ambulantes. O acessório acabou se transformando em item de primeira necessidade para quem chegava ao local da apresentação.

VEJA FOTOS DO SHOW DO COLDPLAY NO RIO

Os shows da banda mato-grossense Vangart e o grupo inglês Bat for Lashes serviram para aquecer a plateia, que reagiu com simpatia às preliminares do espetáculo. Às 20h30, 30 minutos depois do previsto, imagens do globo terrestre foram exibidas nos telões mostrando a localização da cidade carioca no continente sul-americano. Só então Jonny Buckland (guitarra), Guy Berryman (baixo) e Will Champion (bateria), além do já citado Chris Martin (vocais, violões e piano) surgiram no palco para, em seguida, atacarem de “Life in technicolor”, faixa que abre “Viva la vida”, disco mais recente dos ingleses, que também dá nome à atual turnê mundial da banda.

Foto: Lucíola Villela / G1

Chuva não atrapalhou o show (Foto: Lucíola Villela / G1)
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Paris Hilton curte carnaval do Rio com vestido bem transparente


Vestido transparente de Paris Hilton vira destaque em festa de cerveja

Socialite desfilou seu charme no lançamento da marca na qual é garota-propaganda.

Do EGO, no Rio por Léo Martinez

O vestido transparente de Paris Hilton foi o grande destaque na noite deste sábado, 13, durante o lançamento de uma marca de cerveja na zona Portuária do Rio. A garota-propaganda da marca chegou causando tumulto entre jornalistas, fotógrafos e seguranças. Após ser acomodada em uma área reservada, a "patricinha" mostrou realmente para o que veio e fez honra ao nome da marca que está representando.

Veja fotos abaixo.

Leia todo o artigo

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Bloco Cordão do Bola Preta atrai multidão no centro do Rio


da Agência Brasil, no Rio

O tradicional bloco Cordão do Bola Preta, o mais antigo do Rio de Janeiro, arrasta desde o início da manhã deste sábado uma multidão pelas ruas do centro da cidade. De acordo com os organizadores cerca de 1,5 milhão de pessoas devem acompanhar a folia sob o sol carioca e ao som de antigas marchinhas.

Vestidos com fantasias variadas e criativas, a maioria seguindo as cores do bloco –preto e branco–, muitos foliões acordaram cedo para acompanhar a concentração que começou por volta das 8h na Cinelândia. De lá, eles seguiram pela Avenida Rio Branco, a principal do centro do Rio, até a Igreja da Candelária e depois retornarão ao ponto inicial.

Como porta-estandarte, a agremiação traz mais uma vez a atriz Leandra Leal e como madrinha de bateria, a cantora Maria Rita. Este ano, pela primeira vez, o Cordão do Bola Preta traz às ruas um trio elétrico de grande porte.

Para a foliã Neuza Lopes de Abreu, de 82 anos, acompanhar o Bola Preta é o melhor do Carnaval carioca. "Há mais de 20 anos acompanho o bloco e sempre me divirto muito. É uma festa de muita alegria e muita paz", disse.

Além das antigas gerações, muitas crianças completavam a festa. A foliã Janaína Freire, de 29 anos, levou sua filha Ana Clara, de 5 anos, que vestia uma fantasia de odalisca, para acompanhar a passagem do bloco e encontrar outras amiguinhas. Segundo ela, o clima de tranquilidade torna o programa especial.

"O Rio está tendo muitos blocos, então está tudo muito tranquilo. Nós combinamos com as amiguinhas dela, viemos sem medo e estamos aproveitando a festa", contou.

De acordo com a prefeitura do Rio, foram instalados 400 banheiros químicos ao longo do trajeto realizado pelo bloco. Mesmo assim, dez pessoas, sendo uma mulher, foram presas fazendo xixi na rua, durante operação da Secretaria Especial da Ordem Pública. Além disso, funcionários da Comlurb (Companhia Municipal de Limpeza Urbana) aplicam na rua, após a passagem dos foliões, um detergente com odor específico capaz de neutralizar o cheiro de urina.

A segurança também foi reforçada. Vinte agentes da Guarda Municipal atuam com armas que emitem choque elétrico, chamadas de teasers.

Este ano, cerca de 500 blocos desfilam por toda a cidade, confirmando a retomada do carnaval de rua, que vem ganhando força no Rio.

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Futebol no Rio só após às 17h ou antes das 10h


Globo Esporte

Rio – Primeiro foi no Campeonato Gaúcho. Agora aconteceu com o Carioca. Estão proibidos os jogos de futebol no Estado entre 10h e 17h. O Sindicato dos Atletas de Futebol do Rio de Janeiro (Saferj) conseguiu nesta quarta-feira uma liminar, expedida pela 4ª Vara do Trabalho, com a decisão.
O presidente da Saferj, Alfredo Sampaio, comemorou a decisão.
"Estamos muito felizes com mais essa vitória, pois a nossa preocupação sempre foi com a saúde de nossos atletas, e lutamos para preservá-los. Com essa vitória o esporte ganha, o atleta é beneficiado, e esse é o nosso objetivo", disse, através de sua assessoria de imprensa.

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Alicia Keys grava clipe no morro Santa Marta, no Rio


g1

Foto: Celso Meira/Agência O Globo

A cantora chegou bem cedo ao local, por conta do forte sol (Foto: Celso Meira/Agência O Globo )

 

A cantora norte-americana Alicia Keys gravou trechos do videoclipe da canção "Put it in a love song" na manhã desta terça-feira (9), na comunidade Santa Marta, na Zona Sul do Rio.
Uma laje (que, ao contrário do que se previa, não foi a mesma utilizada por Michael Jackson no clipe de "They don’t care about us") foi a locação utilizada pela equipe. Sob um forte calor, a cantora circulou pela comunidade sempre protegida por seguranças e sob a sombra de um guarda-sol.
Muito simpática, Alicia acenou para os moradores do Santa Marta e mandou beijos à distância.
A cantora deixou o morro por volta das 9h30. De acordo com a produção, a equipe de filmagens chegou no morro às 5h30.

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Jesus Luz busca Madonna no aeroporto do Galeão


O DIA

Rio – Madonna chegou por volta das 10h30 no aeroporto do Galeão, no Rio. Jesus Luz foi buscá-la no aeroporto e cerca de meia hora depois a cantora chegou ao hotel Fasano, em Ipanema – o mesmo em que está hospedada Beyoncé e Alicia Keys. A diva trouxe seus filhos Mercy James, David Banda, Lourdes Maria e Rocco.
A cantora visita o governador de São Paulo, José Serra, nesta quarta-feira para discutir a implantação de sua ONG Success for Kids no Brasil.

Foto: Alex Palarea/ Ag. News

Foto: Alex Palarea/ Ag. News
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Livro conta história da arte pública do Rio, a maior do País


Jornal Estadão

MONUMENTOS/LIVRO MONUMENTO ESTÁCIO DE SÁ – Obra no Parque do Flamengo é de Lúcio Costa

A primeira estátua do Rio foi a de d. Pedro I, inaugurada com grande festa em 1862 por d. Pedro II na então Praça da Constituição, no centro. O historiador José Murilo de Carvalho aponta que a evocação pública e monumental da imagem de d. Pedro I promovida pelo governo na ocasião tinha como objetivo calar o culto à memória de Tiradentes, símbolo do movimento republicano. Três décadas depois, no início da República, a praça recebeu o nome de Tiradentes. Mas a figura do imperador montado em seu cavalo de bronze continuou lá.
Essa é uma das histórias lembradas pela museóloga Mariana Varzea no livro Arte Ambiente Cidade, da Editora Uiti, que será lançado na terça-feira. Ela e o arquiteto Roberto Ainbinder catalogaram 570 obras criadas a partir do século 18. Mariana afirma que o Rio, reconhecido pela beleza natural, abriga a maior coleção de arte pública do País.
Espalhado por praças, ruas e jardins, esse acervo monumental, muitas vezes esquecido e abandonado, ganhou um inventário. O livro é baseado na dissertação de mestrado da museóloga, que garimpou informações sobre autor, material, data de inauguração, localização e contexto histórico das obras.
Mariana conta que os primeiros monumentos surgiram da necessidade de se construir um sistema de abastecimento de água para os moradores do Rio colonial. "As marcas que essa história deixou são os chafarizes e equipamentos urbanos ligados ao abastecimento."
O primeiro é o Aqueduto da Carioca (Arcos da Lapa), inaugurado em 1750. Pouco depois, na década de 1780, o escultor Mestre Valentim, filho de um fidalgo português e de uma africana, é contratado pelo vice-rei Luís de Vasconcelos e Sousa para projetar diversos chafarizes e o Passeio Público, primeiro parque do Brasil. "São alegorias de ideias iluministas de bem-estar, civilidade, higienização e progresso, que deveriam transformar a capital colonial em uma cidade com identidade própria."
HERÓIS DE BRONZE
Os "heróis de bronze" surgem no século 19, após a chegada da família real, para demarcar a transformação política. "Com eles, uma forma de escrever e perenizar a história do poder dominante." Na República, as primeiras homenagens têm como temas a Guerra do Paraguai (general Osório, na Praça XV, em 1894) e a arte (escritor José de Alencar, no Catete, em 1897). Os dois monumentos são assinados por Rodolfo Bernadelli, primeiro diretor da Escola Nacional de Belas Artes.
Nas obras de remodelação realizadas na primeira década do século passado, o prefeito Pereira Passos busca inspiração na capital francesa. Ele retoma uma tradição imperial de importar peças de ferro fundido para ornamentar jardins. Somente na década de 1920 são erguidas as primeiras mulheres de bronze, em movimento assinado por artistas positivistas.
"Numa análise do atual acervo de bustos e estátuas, podemos dizer que a maioria diz respeito a homens que exerceram papel político", aponta Mariana. Em 1935, o escultor Humberto Cozzo finaliza uma das mais bonitas obras art déco da cidade, a Mulher Com Ânfora.
Planejado para abrigar moradores de favelas removidos de zonas centrais, o bairro de Vila Kennedy, na zona oeste, recebe em 1964 uma réplica da Estátua da Liberdade de Nova York. Nas décadas de 1970 e 1980, ocorre uma grande "dança das estátuas", provocada pela especulação imobiliária e pela expansão viária – algumas mudam de vizinhança, outras vão para depósitos.
Diretora da Divisão de Monumentos e Chafarizes da Fundação Parques e Jardins, de 1995 a 2000, Mariana destaca no livro o programa Esculturas Urbanas, criado em 1995 por Helena Severo na Secretaria de Cultura, que selecionou obras de grandes artistas como Amilcar de Castro, Franz Weissmann, José Resende, Ivens Machado e Waltércio Caldas para a cidade. A autora aponta que, a partir do século 21, permitiu-se a instalação "desenfreada" de alegorias de bronze de personagens famosos, em tamanho natural. "Conhecidas como "ombros amigos", essas representações caricaturescas de músicos, escritores e artistas tomaram conta da cidade." Em 2004, a prefeitura cria a Comissão de Proteção da Paisagem Urbana, que tem papel inócuo, segundo a museóloga.
Mestre em história social da cultura, Mariana defende uma nova política de preservação e valorização do acervo e de planejamento de novas obras. "As pessoas só preservam o que gostam. Para gostar, precisam conhecer." Uma de suas preferidas é a obra Baleia, criada na década de 1990 por Angelo Venosa e recentemente restaurada. Sobre o inevitável Cristo Redentor, de 1931, ela relata que foi um desejo do engenheiro Heitor da Silva que ficasse de frente para o nascer do sol. "A estátua é uma bússola."
O livro, que estampa na capa uma escultura de Roberto Burle Marx, termina com "a maior galeria a céu aberto da cidade". São os muros da Hípica e do Jockey, na Rua Jardim Botânico, zona sul, tomados por grafites. É recheado com fotos – 60 monumentos são destacados – e uma frase do escritor João do Rio: "Sim, as ruas têm alma".

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Deficientes ganham esteira de acesso à praia e cadeira flutuante para o mar


G1

0,,35325997-FMM,00 A praia é conhecida pelos cariocas como o local mais democrático da cidade. Mas até hoje os deficientes físicos, principalmente os cadeirantes, não tinham acesso facilitado à areia nem ao mar. Neste domingo (24) foi dado o primeiro passo para essa inclusão social: o projeto “Praia para todos”, pioneiro no Brasil, foi lançado no Posto 3 da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, com diversas atividades adaptadas.

A principal transformação – uma iniciativa da ONG Espaço Novo Ser, com apoio da subprefeitura da Barra e de patrocinadores – é uma esteira especial, de 30 metros, feita de fibra de plástico, que vai do calçadão às tendas na areia, o que permite a passagem da cadeira de rodas. Além disso, a chamada “cadeira anfíbia” leva o deficiente ao mar e ainda flutua na água. Nas duas tendas montadas, trabalham cerca de 30 profissionais, entre professores de educação física, fisioterapeutas, estagiários e voluntários. O Praia para Todos funciona somente aos domingos, das 9h às 14h.

O idealizador do projeto é o biólogo Ricardo Gonzalez Rocha Souza, que é cadeirante. Ele sofreu um acidente de carro em 1997 e contou que desde então busca novidades em acessibilidade no mundo. “Eu frequentava exatamente essa praia, pegava onda aqui. Depois do acidente, eu vinha à praia, mas só no calçadão. A praia adaptada é um sonho virando realidade”, disse.

 

Infraestrutura

Prancha de surfe adaptada pelo surfista Rico de Souza, mais vagas de estacionamento reservadas, rampas de acesso nas vias, sinalização sonora e até piso tátil para os deficientes visuais fazem parte da infraestrutura montada pelo projeto. Quando chegam à tenda, os deficientes têm disponíveis atividades como surfe, vôlei sentado, frescobol, peteca e o banho de piscina assistido, planejado para as crianças.

“O cara chega aqui, tem a cadeira anfíbia. Cansou, vai jogar vôlei; enjoou, vai surfar, vai jogar frescobol, o cara tem diversão toda hora”, destacou o cadeirante Fábio Fernandes, um dos organizadores do Praia para Todos e estudante de Direito. Em 1999, aos 23 anos, voltando de um show de uma banda a qual ele era o produtor, Fábio bateu de carro e ficou paraplégico.

“Antes a gente só descia do calçadão se fosse no colo. Hoje podemos falar que a praia é realmente para todos. Isso aqui vai se tornar um remédio para essas pessoas. Remédio para a depressão, para tudo”, exaltou ele, que tomou banho de mar e também pegou onda com a prancha adaptada.

 

O pequeno João Pedro, de 2 anos e 10 meses, tem uma doença rara, a leucodistrofia, que afeta o sistema nervoso central. A mãe dele, a dona-de-casa Nínive Oliveira Ferreira, contou que veio de Realengo e agora pode aproveitar a praia tranquila. João Pedro não queria sair da piscina, onde ficou com uma profissional.

“Para quem vive o problema, a gente sabe o tamanho da importância desse projeto. Antes eu só vinha do calçadão pra cima, eu não tinha como levar ele no mar ou na areia. É um projeto brilhante, espero que tenham outras iniciativas, porque o acesso é muito pouco”, disse.

Objetivo é ter posto fixo

O subprefeito da Barra da Tijuca, Tiago Mohamed, afirmou que está aberto a fazer as mesmas mudanças no Recreio. “O que a gente fez aqui é pouco perto do benefício que isso traz para eles. Os deficientes sempre estiveram excluídos desse espaço”, declarou ele.

O projeto é itinerante. Na Barra, vai ficar até o dia 28 de março. Depois, segue para Copacabana, na Zona Sul, e fica até o dia 25 de abril. Em seguida vai para a praia de Ipanema, do dia 2 ao dia 16 de maio. Por fim, o “Praia para Todos” vai para o Piscinão de Ramos, no subúrbio do Rio, do dia 23 ao dia 3 de maio.

A intenção dos organizadores é entregar um relatório de toda a estrutura para a Prefeitura do Rio, com o objetivo de que seja montado pelo menos um posto adaptado em cada praia da cidade e que ele seja fixo.

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Após incidente com trem, Cabral diz que ‘puxou orelha’ de concessionária


G1

“Como é que um trem sai de Japeri sem piloto? Como é que um maquinista sai da cabine e o trem dispara, precisando cortar o sistema elétrico para pará-lo?”, indagou em forma de cobrança o governador Sérgio Cabral.

Segundo ele, representantes da SuperVia e do Metrô foram convocados para uma reunião com o próprio na segunda-feira (18), dia em que passageiros reclamaram que um trem do ramal de Japeri apresentou defeito e circulou sem maquinista no trecho entre as estações de Ricardo de Albuquerque e Oswaldo Cruz. 
Alegando que a desordem nos transportes é responsável também pela desordem na cidade, Cabral afirmou que não vai deixar de “puxar a orelha” nas concessionárias sempre que for preciso. “Pedimos o compromisso de investimentos e a racionalização do sistema”, disse ele.
O governador anunciou ainda a compra de 30 novos trens para a SuperVia e 108 novos carros para o metrô, além da reforma dos trilhos em alguns trechos da linha férrea e da compra de novos equipamentos de sinalização.

Também nesta terça, a SuperVia anunciou a criação de uma comissão de investigação do incidente. Técnicos da Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes Aquaviários, Ferroviários, Metroviários e de Rodovias do Estado do Rio (Agetransp) e a Polícia Militar também investigam o incidente.

Como foi

Na manhã da segunda-feira (18), passageiros informaram que o trem do ramal de Japeri que apresentou defeito circulou sem maquinista no trecho entre as estações de Ricardo de Albuquerque e Oswaldo Cruz. Segundo eles, a composição estava em velocidade superior a normal e não parou na estação de Deodoro.

Segundo o Sindicato dos Ferroviários, o trem passou numa velocidade superior a 70 Km/h pela estação de Deodoro e o condutor havia saído da composição para averiguar um problema na parte elétrica quando viu, atônito, o trem sair em disparada.

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