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Notas fiscais de empresas brasileiras são vendidas no Paraguai


JORNAL NACIONAL

Notas fiscais em branco de empresas de vários estados do Brasil são vendidas dentro de uma galeria em Ciudad Del Este, no Paraguai. O objetivo é escapar da fiscalização de produtos contrabandeados.

Repórter: de onde você tem?


Vendedor: tem de São Paulo, do Paraná, do Rio Grande do Sul também.


Repórter: quanto é que está cada uma?

Vendedor: cada uma está R$ 10.

A fraude, gravada com uma câmera escondida, é feita para tentar enganar a fiscalização na hora de trazer para o Brasil produtos contrabandeados.

Vendedor: produtos hospitalares.

Repórter: vale qualquer coisa?

Vendedor: filé!

Levamos uma cópia da nota fiscal comprada no Paraguai até a Goiás médica, que vende produtos hospitalares. Segundo o gerente, o CNPJ e a inscrição estadual são iguais, mas a numeração da nota e a data de validade não conferem. As notas frias trouxeram problemas para a empresa, que acabou sendo alvo de denúncia na delegacia do consumidor.

“É um desrespeito, porque trabalhamos honestamente e somos lesados causa desses malandros. E ninguém toma providência”, diz o gerente da empresa Elvis Cintra.

Em Porto Alegre, o problema é localizar as empresas. Sem uma verificação mais profunda, as notas não levantam nenhuma suspeita, mas, por exemplo, quem procurar um determinado endereço, pode encontrar apenas uma rua residencial, onde o número da suposta loja não existe.

Foi o que aconteceu com um das lojas da capital gaúcha que teve a nota fiscal comprada no Paraguai. Na outra, o endereço que aparece no comprovante falso é de um escritório.

“As pessoas que adquirem produtos pela via ilegal no Paraguai acabam tentando de alguma forma passar o ar de que aquela mercadoria foi adquirida internamente. A pessoa corre o risco de ser presa por falsidade ideológica, por apresentar documento falso”, diz o delegado da Receita Federal de Foz do Iguaçu, Gilberto Tragansin.

Lá no Paraguai, basta uma conversa com o vendedor para descobrir como a nota fria pode dificultar a fiscalização.

Repórter: e se eles ligarem para a farmácia?


Vendedor: esse número vai dar sempre ocupado. Nunca ninguém vai atender.


Repórter: e o CNPJ?


Vendedor: pode consultar tudo que a firma está ativa.

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Famílias gastam mais com saúde que o governo


Jornal Nacional

Uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira pelo IBGE comprovou que os gastos com saúde pesam mais no bolso das famílias brasileiras do que no orçamento do governo.
Saúde em primeiro lugar. Inclusive no orçamento. Esta é a maior despesa de dona Maria do Carmo. “Pago plano de saúde pra mim, pro meu neto, pros meus três filhos”.
No país, as famílias brasileiras gastam mais do que o governo em saúde. Em 2007, segundo o IBGE, o cidadão pagou 57,4% dessa conta. Já as despesas públicas ficaram em 41,6%.
Do bolso do brasileiro, saíram R$ 128 bilhões para o pagamento de hospitais, médicos, exames e remédios, R$ 35 bilhões a mais do que o governo gastou.
De 2005 para 2007, os gastos de saúde do governo com saúde tiveram aumento. Mas no Brasil, a situação ainda é muito diferente dos países europeus.
“Países desenvolvidos que usam sistemas universais de saúde, os países europeus, os países da Escandinávia, da Europa Central e Austrália, Nova Zelândia e Canadá gastam no mínimo 70% de gasto público com saúde. Só 30% são gastos privados, o que significa dizer que as famílias então não ficam sobrecarregadas”, disse um especialista.
E onde as famílias gastam o dinheiro da saúde? Em hospitais, consultas e exames. O que também pesa muito no orçamento das famílias é o gasto com medicamentos.
A pesquisa do IBGE não revela quais são os tipos de remédios mais consumidos, mas mostra que a conta é alta. Em 2007, o brasileiro deixou R$ 45 bilhões no balcão das farmácias.
Só Dona Zélia desembolsa R$ 380 todo mês. “É remédio de pressão, remédio de osteoporose e assim vai”, contou.
A despesa das famílias com medicamentos foi 10 vezes maior que a do governo, que ficou perto dos R$ 5 bilhões em 2007. E quando a conta na farmácia cresce, outra lista de compras diminui.
“Às vezes da alimentação a gente tem que tirar algumas coisas. Vai tirando o supérfluo. Brasileiro vai dando um jeitinho. Remédio não pode faltar”.
O Ministério da Saúde afirmou que faltam recursos para a melhorar o Sistema Único de Saúde. E defendeu a regulamentação de uma emenda constitucional que aumenta os investimentos dos estados e municípios no setor.

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Chefe mau humorado faz mal à saúde


Jornal Nacional

Uma pesquisa feita em cinco países europeus mostrou que a saúde do empregado depende do comportamento do chefe. É o que mostra a reportagem de Marcos Losekann.
Funcionários cansados, estressados? Pelo contrário: “Tenho um emprego legal e um bom chefe, trabalho feliz”, diz um operário.
Felicidade, eis o remédio. Do contrário, o coração pode não aguentar, foi o que mostrou uma pesquisa com 20 mil homens, entre 20 e 60 anos, que trabalham na Finlândia, Alemanha, Polônia, Itália e Suécia. Eles foram acompanhados durante dez anos.
A pesquisa feita pela Universidade de Estocolmo concluiu que o mau chefe não dá apenas dor de cabeça aos subordinados. Os danos à saúde podem ser fatais. O estudo mostra que o risco de sofrer um ataque cardíaco é 25% maior entre os funcionários que têm um chefe rigoroso demais e sem razão, injusto e, principalmente, desmotivador.
A coordenadora da pesquisa explica que um trabalhador desmotivado dorme e se alimenta mal, fuma e bebe mais, um veneno para o coração.
Um publicitário chefia 15 pessoas e diz que procura ser companheiro delas: “Já fui empregado e sei o que é ter um chefe complicado”, contou.
A pesquisa influenciou o departamento do governo sueco que cuida do desemprego no país. A coordenadora diz que a ordem agora é incentivar as empresas a preparar melhor os líderes de setores. “O chefe também tem que fazer cursos para melhorar como chefe”.
Soledad Grafeuille, que já trabalhou na embaixada da Suécia em Brasília, acredita que nos países em desenvolvimento o medo do desemprego é maior. Mesmo assim, defende uma mudança geral de postura.
“Se você está em uma situação de você achar que para sua saúde não é bom, então você deve mudar de emprego ou falar com o chefe. E falar: ‘eu não consigo mais essa situação’. Eu acho que está dentro de cada um se valorizar”, explicou ela.

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Programa de graça ajuda tetraplégicos a usarem o computador


Um programa de computador para quem não movimenta os braços. É preciso instalar uma câmera no computador, que reconhece o movimento da cabeça e move o cursor na tela. O clique é feito com os olhos.

Jornal Nacional

Um programa de computador desenvolvido por uma universidade da Espanha pode dar mais independência às pessoas tetraplégicas. Elas conseguem acessar a internet sem a ajuda de ninguém.
Foi paixão à primeira vista. Bastou uma piscadinha de lá, outra de cá e Talita não vive sem ele. Um programa de computador para quem não movimenta os braços. Antes de ficar tetraplégica, a moça vivia na internet. Depois, só com ajuda para clicar, digitar. Agora, isso acabou.

"Posso mexer sozinha agora, dá pra fazer tudo, estudar, conversar com amigos, distrair", conta a estudante Talita Abreu.

O programa é simples e está disponível de graça na internet. Precisa apenas instalar uma câmera no computador. Primeiro, ela reconhece o movimento da cabeça e move o cursor na tela. O clique é feito com os olhos.

E um teclado virtual escreve textos, endereços eletrônicos e a abre a porta da rede mundial de computadores para pessoas com essa limitação.

"A partir daí podemos ver o potencial do paciente e executar o principal da reabilização, que é reincluí-lo socialmente", disse o gerente de reabilitação AACD, Marcelo Ares.

"Ganhar essa auto-estima, ganhar a possibilidade de poder executar uma função. É fundamental"
Uma ferramenta como essa faz mais do que devolver a auto-estima e a independência. Imagine-se na frente de um computador, mas sem poder usar o mouse ou o teclado. Um mundo inteiro aqui, bem perto, mas fora do seu alcance.

Para muita gente, esse mundo, e tudo o que ele traz de bom para o nosso mundo real, ficou mais acessível.
Eduardo sempre usou uma vareta para acessar o computador. Nessa tela, descobriu a vocação, estudou para o vestibular de jornalismo e já se prepara para uma carreira.

Bastou experimentar o novo programa, para ele perceber que pode chegar lá. E com mais rapidez. "Vai ficar mais ágil, mais rápido e isso é bom pra jornalista. Tempo é dinheiro, né?", lembrou o estudante de jornalismo, Eduardo George.

Para baixar o programa, entre no site, que é em inglês e em espanhol.

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Fátima Bernardes comete gafe durante o ‘Jornal Nacional’


Jornal O DIA

Rio – No Jornal Nacional desta quarta-feira, Fátima Bernardes cometeu uma gafe ao usar jargões do futebol, apesar de toda sua experiência em Copas do Mundo, segundo a coluna Outro Canal, do jornal Folha de São Paulo. O locutor Luís Roberto entrou ao vivo de Porto Alegre (RS) para mostrar a recepção pela torcida do time do Internacional, que jogaria contra o Flamengo, no estádio Beira-Rio.

"Olha o calor humano. Ou seja, William (Bonner) e Fátima, os artistas, pelo fato de estarem jogando em casa, sentem esse calor. Vocês não entendem assim também?", perguntou o narrador aos jornalistas. ‘Ah, certamente, (a torcida) é aquele 13º jogador mesmo’, respondeu Fátima. No entanto, o bordão futebolístico diz que a torcida é o 12º jogador, uma vez que os times em campo têm apenas 11 integrantes.

Relembre outros erros de Fátima Bernardes:

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