Prefeitura carioca diz que Rock in Rio volta ao Brasil em 2011


Do G1 RJ

Elton John no Rock in Rio LisboaElton John, que tocou no Rock in Rio Lisboa este
ano (Foto: AP)

A prefeitura do Rio de Janeiro, por meio de sua assessorial de imprensa, informou que em 2011 haverá mais uma edição do Rock in Rio na cidade. A última edição do evento em terras cariocas aconteceu em 2001, com a presença de bandas e artistas como R.E.M., Foo Fighters, Guns N’ Roses, Neil Young, Oasis e Red Hot Chilli Peppers, entre outras.

Segundo informações da assessoria, o evento deve acontecer em setembro do ano que vem, em um terreno em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio, que está sendo desapropriado para as Olimpíadas de 2016. No lugar será construído o Parque do Atleta, uma área ao lado da vila olímpica onde serão realizados shows e eventos.

Ainda de acordo com a assessoria, haverá um encontro entre o prefeito Eduardo Paes e o empresário Roberto Medina, dono da marca Rock in Rio, em agosto, para divulgar os detalhes do festival.

Procurado pelo G1, Medina não confirmou a realização do evento em 2011.

Está será a quarta edição do Rock in Rio no país. O festival, que nasceu em 1985 e teve uma segunda edição em 1991, já trouxe bandas como Queen, Rod Stewart, AC/DC, Yes, The B-52’s, Prince, Joe Cocker, INXS, entre vários.

Desde 2001, Medina levou a marca Rock in Rio para realizar festivais de grande porte em cidades europeias, como Lisboa e Madri.

 Prefeitura carioca diz que Rock in Rio volta ao Brasil em 2011

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Carioquinha 2010 começa sexta-feira, com atrações como Pão de Açúcar


EXTRA

Começa hoje a 12 edição do Carioquinha, projeto que dá desconto ou até gratuidade em passeios para quem nasceu ou mora no Rio e Grande Rio, levando algum comprovante de residência ou nascimento. 
Até 30 de junho, os cariocas de nascimento ou de coração podem curtir, pagando menos, programas como voo de parapente e asa-delta, Pão de Açúcar, e até uma volta de barco pela Baía de Guanabara (veja alguns destaques ao lado e a programação completa no site www.carioquinha.com.br). 
No caso do navio Pink Fleet, por exemplo, o passeio cai de R$ 80 para R$ 40. Para as crianças, uma dica é aproveitar as exposições e experimentos do Planetário, na Gávea, que custam metade do preço (R$ 8). 
Outro programa que tem a cara do Rio são a asa delta e o parapente. Durante o Carioquinha, os voos têm até 58% de desconto e chegam a custar R$ 100. 
Um dos maiores cartões-postais da cidade, o bondinho do Pão de Açúcar, pode ser visitado por R$ 22 (o preço normal é R$ 44). Também dá para fazer passeios de graça. É o caso do Museu de Arte Moderna, da Casa de Rui Barbosa e do Museu do Índio.

Onde curtir

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Twitter da Lei Seca ajuda cidadãos sobre a enchente


O DIA

Rio – Além do noticiário no rádio e na TV, a Internet deu uma grande ajuda a quem estava na rua e tentava driblar o caos provocado pela chuva para chegar em casa. Pela Web ou pelo smartphone, o “Twitter da Lei Seca”, como é conhecido o perfil, recebeu e distribuiu informes sobre o trânsito e os estragos causados pela chuva.

Foto: Uanderson Fernandes / 
Agência O Dia

Foto: Uanderson Fernandes / Agência O Dia

“Saí do Centro às 19h30 e ia para a Pechincha pela Estrada Grajaú-Jacarepaguá. Quando vi a mensagens do perfil informando que estava tudo parado e alagado, segui pela Zona Sul e parei para esperar a chuva passar. Quando o trânsito melhorou, segui pela Barra e levei 40 minutos até minha casa”, conta a analista de mercado Cibele Aviles, 28 anos.
O perfil funciona como um centralizador de informações sobre trânsito e de serviços, que são enviadas por cerca de 50 mil seguidores. Em pouco mais de seis meses, o perfil virou referência e ficou em segundo lugar na categoria noticiário do prêmio Shorty Awards. “Temos cerca de 300 mil pageviews. Há pessoas que leem, mas sem seguir o perfil”, diz o consultor de marketing Eduardo Trevisan, 42 anos, criador do @LeiSecaRJ. <EM>

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Passa de 80 o número de mortos por causa das chuvas no Rio


O DIA

Rio – De acordo com informações oficiais da Defesa Civil estadual e municipal, já são 81 os mortos em função das chuvas que atingem o estado do Rio  desde a tarde desta segunda-feira. Apenas em Niterói, 33 pessoas morreram. Em todo o Estado mais de 200 pessoas estão desabrigadas. O número de feridos já passa de 40.
No Morro dos Macacos, em Vila Isabel, foram cinco mortos, todos de uma mesma família que morava na rua Senador Nabuco. Um deslizamento de terra causou mais cinco óbitos no Morro do Andaraí e outros três no Morro do Turano, ambos na Zona Norte. A tragédia também fez uma vítima no bairro de Jacarepaguá, na Zona Oeste.

Foto: Fabio Gonlçalves / Agência O Dia

Bombeiros resgatam corpo de bêbe morto no Morro do Borel | Foto: Fabio Gonçalves / Agência O Dia

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Pior chuva dos últimos 40 anos causa estragos e dezenas de mortes no Rio


G1

O Rio de Janeiro registrou volume de chuva recorde para um único dia – o maior em pelo menos 44 anos -, causando estragos, deslizamentos e 82 mortes em vários locais da região metropolitana desde a noite de segunda até a tarde desta terça-feira (6).

As Zonas Oeste e Norte foram as mais atingidas, especialmente as regiões perto do Centro da capital carioca. Bairros ficaram ilhados e sem energia. Há ainda registros de grandes volumes de água em toda a cidade, segundo o Instituto de Geotécnica do Município do Rio de Janeiro (Georio). Em outros municípios da região metropolitana, como Duque de Caxias, também ocorreram estragos.

Muitos moradores relataram momentos de perigo e medo. "Agora depois da enchente eu passei na casa de cima. Se eu estivesse lá embaixo eu morreria, porque desta vez a água atingiu o teto", disse a técnica em enfermagem aposentada Dalmair dos Santos Lima, 70 anos, moradora de São Gonçalo.

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Bola Preta resgata tradição do Sábado de Aleluia e malha Ibsen Pinheiro


G1

O Cordão da Bola Preta resgatou a tradição do Sábado de Aleluia ao malhar o boneco do deputado Ibsen Pinheiro na manhã deste sábado (3), em sua sede, no Centro do Rio. “A ideia é realizar um ato em defesa do Rio, contra os prejuízos que esta emenda vai causar a toda a sociedade”, disse o presidente do Bola Preta, Pedro Marinho.

O projeto de lei do deputado gaúcho altera a divisão dos royalties da exploração do petróleo entre estados e municípios e estabelece outros critérios para a distribuição dos recursos do pré-sal. A proposta, aprovada pela Câmara dos deputados, causou polêmica no Rio porque o estado deixaria de receber cerca de R$ 5 bilhões provenientes dos royalties.

Foto: Liana Leite/G1

Turma do Cordão do Bola Preta malhou o Judas ‘Ibsen Pinheiro’ neste Sábado de Aleluia, na sede do bloco. (Foto: Liana Leite/G1)

Ainda segundo o presidente do Cordão do Bola Preta a frase “Vamos malhar os pessimistas de plantão”, escrita aos pés do boneco, representa não apenas a indignação da sociedade com o destino dos royalties do petróleo, mas também é um recado aos pessimistas que pensavam que o Cordão não conseguiria uma nova sede.

Foto: Liana Leite/G1

Mesmo já caído no chão, o Judas ‘Ibsen Pinheiro’ continuou sendo malhado pela turma do Cordão do Bola Preta. (Foto: Liana Leite/G1)

Foto: Liana Leite/G1

Ibsen Pinheiro foi eleito o ‘Judas’ deste ano pelo Cordão do Bola Preta, em virtude da polêmica da emenda que redistribui os royalties do petróleo. (Foto: Liana Leite/G1)

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EUA e Brasil discutem montar base civil antinarcotráfico no Rio


Rui Nogueira, Rafael Moraes Moura – O Estado de S.Paulo, JB Online

BRASÍLIA – Por sugestão da Polícia Federal, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva discutiu ontem com o comandante do Comando Sul dos Estados Unidos, tenente-brigadeiro Douglas Fraser, a proposta de criação de uma base "multinacional e multifuncional" que teria sede no Rio de Janeiro. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A base formaria, com duas já existentes, em Key West (EUA) e em Lisboa (Portugal), o tripé de monitoramento, controle e combate ao narcotráfico e contrabando, principalmente de armas, além de vigilância antiterrorista.

Douglas Fraser passou o dia de ontem em Brasília. Após reunião de trabalho e almoço com o ministro da Defesa, Nelson Jobim, o comandante americano encontrou-se com o diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa.

A PF já tem um adido de inteligência trabalhando na base de Key West, na Flórida. O Planalto está para decidir se o adido junto à base de Lisboa será um delegado federal ou um oficial da Marinha.

A base no Rio, assim como as outras duas, não admite operações sob comando de estrangeiros. Os países que aceitam participar dos programas de cooperação de combate ao crime organizado enviam adidos que atuam sempre sob supervisão dos agentes do país soberano sobre a base. A ideia é que com a base da Flórida, que vigia de perto o tráfico no Caribe, e a de Lisboa, que exerce controle sobre o Atlântico Norte, a base brasileira sirva como posto avançado de monitoramento do Atlântico Sul.

Key West é uma base aérea e naval que atua em cooperação com os departamentos de Defesa e de Segurança Nacional, agências federais e forças aliadas. Desde 1989, possui força-tarefa de inteligência que conduz operações contra o narcotráfico no Caribe e na América do Sul. Foi de lá que partiu o primeiro avião de resgate no caso da tragédia do voo AF 447, da Air France, em junho passado, no litoral do Brasil, perto de Fernando de Noronha. Notificada do acidente, a base mobilizou o adido brasileiro, que providenciou o início do socorro.

O grupo de agentes da força-tarefa de Key West tem como objetivo combater o cultivo, a produção e o transporte de narcóticos. Os governos britânico, francês e holandês contribuem com o envio de navios, aeronaves e oficiais. O grupo reúne ainda representantes de Argentina, Brasil, Colômbia, Equador, Peru e outros países latino-americanos.

A presença dos Estados Unidos na região começou em 1823, com o objetivo de combater a pirataria local. Foi usada inicialmente como patrulha de operações submarinas e como estação de treinamento aéreo, utilizada por mais de 500 aviadores na época da Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Em 1940, ganhou a designação de base aérea e naval.

Em Lisboa, a base naval fica à margem do Rio Tejo, no Perímetro Militar do Alfeite. Foi criada em dezembro de 1958.

Fraser também veio ao Brasil para organizar a viagem do secretário de Defesa dos EUA, prevista para meados de abril. A visita é retribuição da viagem de Jobim aos EUA, em fevereiro, em Nova York. Em pauta, a cooperação estratégica militar entre os dois países, a compra de caças pelo Brasil e o interesse dos EUA em adquirir aviões de treinamento – a Embraer produz o Supertucano. A americana Boeing produz o F-18, Super Hornet, que está entre os três classificados na concorrência da FAB.

O Estado de S. Paulo

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Steve Jobs recusa loja da Apple no Brasil


da Folha Online

O executivo-chefe da Apple, Steve Jobs, teria recusado um convite do governo do Rio de Janeiro para abrir a primeira loja oficial da Apple no Brasil.

O secretário Washington Fajardo, da Secretaria do Patrimônio Cultural do Rio de Janeiro, teria oferecido espaço na região da Zona Portuária ou em prédio histórico do centro da cidade.

No entanto, Jobs respondeu que "Não podemos nem exportar os nosso produtos com a política maluca de taxação superalta do Brasil. Isso faz com que seja muito pouco atraente investir no país." Ele teria dito ainda que "muitas companhias high-tech se sentem assim também".

A informação consta na coluna "Gente Boa", do jornal "O Globo", deste sábado. A assessoria da Apple no Brasil disse que ainda não pode confirmar a informação.

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Prefeitura testa uso da energia solar em poste no Leblon


G1

Foto: Patrícia Kappen/G1

Iluminação com energia solar tem custo zero (Foto: Patrícia Kappen/G1)

Acostumados a uma iluminação pública deficitária e sempre com queixas sobre a qualidade do serviço, os cariocas podem ter um poquinho de esperança de que a taxa de iluminação pode ter uma finalidade específica. A Secretaria municipal do Meio Ambiente está testando um modelo de iluminação pública que promete ser mais econômico e mais ecológico: a iluminação pública feita com energia solar.

No dia 21 de março começam a ser feitos os cálculos de cobrança da taxa de iluminação. O cálculo é feito com base nas leituras das contas de luz e será repassada ao consumidor, que pode pagar entre R$ 2 e R$ 90 pelo tributo. 
Segundo o subsecretário ambiental do Rio, Altamirando Moraes, o projeto Rio Solar pretende transformar a cidade-sede dos Jogos Olímpicos de 2016 em uma capital verde. “Queremos que sejam os Jogos mais ambientais até hoje. O Rio de Janeiro tem potencial enorme de luz solar que não é aproveitado. E esse tipo de energia não é poluente”, afirmou o secretário.
A implantação do projeto ecológico começou a ser feita no Leblon, bairro na Zona Sul do Rio, com um poste-teste, capaz de captar a energia solar e transformá-la em luz pública para a Praça Cazuza, utilizando lâmpadas de LED. O poste funciona com uma placa de silício que faz a captação da energia. Segundo Altamirando, com um dia de insolação é possível obter energia para iluminar 20 noites.

De acordo com a secretaria, uma outra vantagem é que a iluminação com o LED é superior a do sistema convencional. O novo sistema também dispensa condutas, cabos, fios, transformadores e aparelhagem elétrica.
Segundo Altamirando, o projeto vai proporcionar ao município uma economia de R$ 8 milhões por mês, que é o que se paga atualmente para a Light pela iluminação pública. Tirando o custo de instalação do poste, o município terá custo zero com a iluminação nova. Segundo ele, um poste instalado custa em torno de R$ 10 mil, e o dinheiro usado para os novos postes seria facilmente compensado em um ano de utilização da nova tecnologia.

Os planos foram inspirados em algumas cidades espanholas, que já adotaram o modelo ecológico, e também cidades na China. “É uma tecnologia nova, estamos fazendo esse teste há um mês. O próximo a ser testado, com a mesma tecnologia, mas um modelo diferente de poste, será no Jardim de Alah”, adiantou Altamirando.

A secretaria informou que o poste da Praça Cazuza ficará instalado pelo menos até o fim de março. No fim dos testes a secretaria dará um parecer para o prefeito.

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Livro conta história da arte pública do Rio, a maior do País


Jornal Estadão

MONUMENTOS/LIVRO MONUMENTO ESTÁCIO DE SÁ – Obra no Parque do Flamengo é de Lúcio Costa

A primeira estátua do Rio foi a de d. Pedro I, inaugurada com grande festa em 1862 por d. Pedro II na então Praça da Constituição, no centro. O historiador José Murilo de Carvalho aponta que a evocação pública e monumental da imagem de d. Pedro I promovida pelo governo na ocasião tinha como objetivo calar o culto à memória de Tiradentes, símbolo do movimento republicano. Três décadas depois, no início da República, a praça recebeu o nome de Tiradentes. Mas a figura do imperador montado em seu cavalo de bronze continuou lá.
Essa é uma das histórias lembradas pela museóloga Mariana Varzea no livro Arte Ambiente Cidade, da Editora Uiti, que será lançado na terça-feira. Ela e o arquiteto Roberto Ainbinder catalogaram 570 obras criadas a partir do século 18. Mariana afirma que o Rio, reconhecido pela beleza natural, abriga a maior coleção de arte pública do País.
Espalhado por praças, ruas e jardins, esse acervo monumental, muitas vezes esquecido e abandonado, ganhou um inventário. O livro é baseado na dissertação de mestrado da museóloga, que garimpou informações sobre autor, material, data de inauguração, localização e contexto histórico das obras.
Mariana conta que os primeiros monumentos surgiram da necessidade de se construir um sistema de abastecimento de água para os moradores do Rio colonial. "As marcas que essa história deixou são os chafarizes e equipamentos urbanos ligados ao abastecimento."
O primeiro é o Aqueduto da Carioca (Arcos da Lapa), inaugurado em 1750. Pouco depois, na década de 1780, o escultor Mestre Valentim, filho de um fidalgo português e de uma africana, é contratado pelo vice-rei Luís de Vasconcelos e Sousa para projetar diversos chafarizes e o Passeio Público, primeiro parque do Brasil. "São alegorias de ideias iluministas de bem-estar, civilidade, higienização e progresso, que deveriam transformar a capital colonial em uma cidade com identidade própria."
HERÓIS DE BRONZE
Os "heróis de bronze" surgem no século 19, após a chegada da família real, para demarcar a transformação política. "Com eles, uma forma de escrever e perenizar a história do poder dominante." Na República, as primeiras homenagens têm como temas a Guerra do Paraguai (general Osório, na Praça XV, em 1894) e a arte (escritor José de Alencar, no Catete, em 1897). Os dois monumentos são assinados por Rodolfo Bernadelli, primeiro diretor da Escola Nacional de Belas Artes.
Nas obras de remodelação realizadas na primeira década do século passado, o prefeito Pereira Passos busca inspiração na capital francesa. Ele retoma uma tradição imperial de importar peças de ferro fundido para ornamentar jardins. Somente na década de 1920 são erguidas as primeiras mulheres de bronze, em movimento assinado por artistas positivistas.
"Numa análise do atual acervo de bustos e estátuas, podemos dizer que a maioria diz respeito a homens que exerceram papel político", aponta Mariana. Em 1935, o escultor Humberto Cozzo finaliza uma das mais bonitas obras art déco da cidade, a Mulher Com Ânfora.
Planejado para abrigar moradores de favelas removidos de zonas centrais, o bairro de Vila Kennedy, na zona oeste, recebe em 1964 uma réplica da Estátua da Liberdade de Nova York. Nas décadas de 1970 e 1980, ocorre uma grande "dança das estátuas", provocada pela especulação imobiliária e pela expansão viária – algumas mudam de vizinhança, outras vão para depósitos.
Diretora da Divisão de Monumentos e Chafarizes da Fundação Parques e Jardins, de 1995 a 2000, Mariana destaca no livro o programa Esculturas Urbanas, criado em 1995 por Helena Severo na Secretaria de Cultura, que selecionou obras de grandes artistas como Amilcar de Castro, Franz Weissmann, José Resende, Ivens Machado e Waltércio Caldas para a cidade. A autora aponta que, a partir do século 21, permitiu-se a instalação "desenfreada" de alegorias de bronze de personagens famosos, em tamanho natural. "Conhecidas como "ombros amigos", essas representações caricaturescas de músicos, escritores e artistas tomaram conta da cidade." Em 2004, a prefeitura cria a Comissão de Proteção da Paisagem Urbana, que tem papel inócuo, segundo a museóloga.
Mestre em história social da cultura, Mariana defende uma nova política de preservação e valorização do acervo e de planejamento de novas obras. "As pessoas só preservam o que gostam. Para gostar, precisam conhecer." Uma de suas preferidas é a obra Baleia, criada na década de 1990 por Angelo Venosa e recentemente restaurada. Sobre o inevitável Cristo Redentor, de 1931, ela relata que foi um desejo do engenheiro Heitor da Silva que ficasse de frente para o nascer do sol. "A estátua é uma bússola."
O livro, que estampa na capa uma escultura de Roberto Burle Marx, termina com "a maior galeria a céu aberto da cidade". São os muros da Hípica e do Jockey, na Rua Jardim Botânico, zona sul, tomados por grafites. É recheado com fotos – 60 monumentos são destacados – e uma frase do escritor João do Rio: "Sim, as ruas têm alma".

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