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Surfistas enterraram sacos pretos na areia por medidas contra ataques de tubarões
24 de setembro de 2009
Foto: Ana Lima Freitas/Especial para Terra
A Associação dos Surfistas de Pernambuco realizou nesta quinta-feira um protesto na praia de Boa Viagem pedindo a adoção de medidas para diminuir a insegurança dos frequentadores das praias da região metropolitana do Recife. A principal reclamação são os ataques de tubarão. Nos últimos 17 anos, Pernambuco registrou 54 ataques de tubarões com 20 vítimas fatais.
A informação de que haveria uma fêmea de tubarão tigre nas águas da praia de Boa Viagem foi a polêmica do protesto. "Nós queremos que o Ministério Público investigue onde esse tubarão estava no dia 7 de setembro, no momento do último ataque. Eles têm condições de fazer isso, já que o tubarão tem GPS".
O animal é tão conhecido na praia de Boa Viagem que pescadores e surfistas o apelidaram de Dona Norminha, em alusão a uma personagem da novela Caminho das Índias.
"O Comitê de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit) faz as pesquisas e nada muda. Os próprios surfistas afirmam que o último ataque foi realizado por um tubarão tigre fêmea de 2 m, que foi solto com um chip de monitoramento para servir de objeto de estudo", disse o surfista Ênio Régis.
Durante o protesto, 20 sacos pretos foram colocados na areia da praia representando as mortes provocadas por ataques de tubarão em Pernambuco.
"O que a universidade tem feito é capturar. Nós capturamos dois exemplares de tubarão tigre no intuito de evitar a possibilidade de ataques desses animais. Nós os deslocamos para alto mar, colocamos uma marca monitorada por satélite e soltamos para poder estudar o comportamento deles", afirmou o presidente do Cemit, Fábio Hazin. "Imaginar que os ataques são causados por um determinado animal que está morando nessa área é uma idéia absolutamente equivocada. É um absurdo".
Nos últimos 17 anos, Pernambuco registrou 54 ataques de tubarões com 20 vítimas fatais.

RECIFE – Os moradores da praia de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana de Recife, convivem com um sério problema ambiental: o avanço do mar. Para os moradores, é preciso fazer obras urgentes. O pedido está estampado em faixas, na frente dos prédios e nas ruas: eles querem o início das obras previstas para conter o avanço do mar.
RECIFE – Os bombeiros resgataram um operário que ficou pendurado no 18º andar de um prédio no bairro Tamarineira, em Recife, na tarde desta quarta-feira. O operário Eduardo José Justino, de 48 anos, ficou pendurado após a queda parcial de um andaime usado em uma obra na fachada do prédio. O operário conseguiu evitar a queda ao segurar na corda da estrutura e se apoiar na caixa de ar-condicionado de um apartamento. 







